Todos conhecem a madalena de Proust, aquele pequeno bolo que submerge o narrador de Em Busca do Tempo Perdido em memórias do passado. A analepse utilizada por Proust no último volume, O Tempo Reencontrado, publicado depois da sua morte, teve tanto impacto que é hoje comum a referência à “madalena de Proust” para designar algo que nos faz reviver o passado por breves instantes.madeleines

Um jornalista da revista norte-americana Slate, fazendo a experiência da mais famosa cena de Combray, detectou uma incongruência: não caíam migalhas, como o narrador tão deliciosamente descrevia! Após inúmeras pesquisas e uma análise dos manuscritos originais e dos esboços do autor, o jornalista encontrou a pérola! Afinal, Proust teria andado indeciso quanto à iguaria que faria o narrador permanecer em suspenso na memória. De acordo com a pesquisa, as eleitas teriam sido, primeiramente, uma fatia de pão torrada e, depois, uma tosta. A madalena, mais feminina e nobre, ganhou, no entanto, a partida, ficando para sempre inscrita na história da literatura e não só!

 

Fonte: Lire, Hors-Série, n.º 16.

Crédito foto : www.frenchetc.org

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