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A sua decisão já está tomada! Vai mesmo contar a história
da sua vida e escrever a sua própria biografia. As razões que conduziram à iniciativa já não importam. O que importa de agora em diante, isso sim, é ter consciência de que para realizar a sua autobiografia precisa de produzir uma narrativa. Ora, esta última deverá no mínimo ser coerente, compreensível, legível e a mais completa possível. Para esse efeito existem duas regras de ouro que não deve ignorar!

 

1.ª Regra de Ouro: Respeitar a progressão cronológica

 

Enquanto estilo literário, a biografia é uma narrativa cronológica. Por outras palavras,
a sua história é contextualizada no tempo e depende dele. O seu ponto de partida é,
por essa razão, o passado, e a sua meta o presente. Respeitar este carácter progressivo
é fundamental. Os factos deverão sempre ser explorados de acordo com a ordem dos acontecimentos. A sua autobiografia deve começar com as suas memórias mais antigas
e acabar com as mais recentes.

 

2.ª Regra de Ouro: Estruturar a narrativa

 

Independentemente dos destinatários e mesmo se a sua biografia se destina a presentear
a família ou os amigos mais próximos, ela deve apresentar e conter um mínimo de organização. Realizar uma biografia não significa, de todo, contentar-se em somar memórias, factos, datas e eventos. Tal resultaria num rol sem fim de palavras e frases tratadas ao mesmo nível, fazendo com que os dados mais importantes e os dados mais insignificantes se fundissem numa mesma massa indissociável. A sua biografia não teria então qualquer relevo, revelando-se algo de extraordinariamente enfadonho para o leitor
que certamente nem chegaria a um quarto da narrativa, colocando a obra da sua vida numa prateleira do esquecimento. Não se esqueça, portanto, de respeitar o leitor, fazendo com que a sua narrativa assuma pelo menos na forma um percurso agradável. Para o efeito é necessário gerir as eventuais pausas que o leitor possa fazer, permitindo que interrompa
a leitura a qualquer altura e que lhe seja fácil voltar ao ponto em que parou ou que encontre facilmente uma data, uma memória ou um evento específico sem ser obrigado a retomar o conjunto página a página.

Com excepção de alguns estilos como confissões ou cartas, toda e qualquer narrativa (independentemente da sua natureza: ensaio, romance, etc.) é repartida em dois ou mais capítulos referentes a um tema específico. A autobiografia não escapa a esta regra, devendo também ser dividida em “blocos” equivalentes a um determinado período da vida. Mais uma vez, a biografia deve ser considerada como uma narrativa e estruturada como tal. Não irá contar a sua vida hora a hora, nem ano a ano, mas sim por etapas de vida (períodos ou conjunto de anos: infância, adolescência, etc.). Trata-se, portanto, de organizar os conteúdos por etapas de vida, ou seja, estabelecer o plano da obra que, por seu lado, poderá ser arbitrário ou personalizado.

 

Se precisar de ajuda para escrever a sua biografia ou estruturá-la, contacte-nos directamente.

 

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4 Comments

  1. Verbo de Jesus
    Posted 12 Dezembro, 2014 at 5:59 | Permalink

    Gostaria de saber, se autobiografia apenas se escreve pessoalmente na primeira pessoa e não na terceira pessoa?

    • Monóculo
      Posted 30 Setembro, 2015 at 12:56 | Permalink

      Gratos pela sua pergunta. Tratando-se de uma autobiografia será sempre na primeira pessoal do singular, a menos que seja o estilo do autor escrever sobre si mesmo na terceira pessoa do singular. Usualmente, o emprego da terceira pessoa do singular remete para uma biografia.

  2. Lurdes rebelo
    Posted 13 Abril, 2015 at 21:36 | Permalink

    Boa noite
    precisava de ajuda para escrever a minha biografia.
    Fui convidada par fazer parte de uma colectânea de poesia e pediram-me que enviasse uma foto e uma pequena biografia.
    Será que me poderiam ajudar?
    Obrigada
    Lurdes rebelo

    • Monóculo
      Posted 30 Setembro, 2015 at 12:57 | Permalink

      Teremos todo o gosto em ajudá-la, pelo que sugerimos nos contacte através do seguinte endereço: geral@monoculo.pt.

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