city-as-body

 

Comparar uma cidade ao corpo é um grande clássico da literatura. Quantas vezes não lemos a expressão “no coração da cidade”? Pois bem, agora é a sua vez de aplicar esta metáfora ao local que quer descrever. Se a cidade, aldeia ou bairro que pretende descrever fosse o corpo humano, onde se encontraria o coração? E a cabeça?

 

Se quiser, pode até ir mais longe neste exercício, reconstruindo um corpo inteiro como metáfora da sua cidade. Para tal, precisa apenas de encontrar cada um dos seus membros e órgãos. Localize a água sobre todas as suas formas (mar, rio, riacho, canal, fonte, etc.). Identifique onde se encontram os centros dos poderes económico, político, religioso, cultural…

 

Adquira o mapa da cidade em questão ou vá ao Google Earth e a partir de todos os elementos encontrados constitua um corpo humano que utilizará depois para enriquecer as descrições dos locais correspondentes.

Boa escrita e até à próxima dica…

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Muitos são aqueles que confundem distribuição com venda efectiva. O seu livro pode estar presente em todos os pontos de distribuição tradicional, mas tal não significa que vá ser realmente comprado. Ter consciência deste aspecto é fundamental para o sucesso do seu empreendimento.

dica-vender o seu livro

Numa edição independente, existe um conjunto de elementos a considerar. A Monóculo pode ajudar neste processo criando uma estratégia concreta. Aqui ficam algumas dicas, das muitas que poderão ser implementadas:

 

​O respeito pelo leitor. Imagine que escreveu um romance ou um livro técnico, mas que o mesmo apresenta gralhas e erros (os tais “de simpatia” que sucedem quando já conhecemos tão bem o texto que não nos damos conta de que existem). Agora coloque-se no lugar do leitor e imagine qual seria a sua reacção? Por melhor que seja o conteúdo, o mais provável é que o leitor feche o livro e não o recomende a terceiros conduzindo ao insucesso da estratégia de base em qualquer venda: o passa-palavra.

 

​A apresentação da sua obra. Se deseja que o tomem a sério, cuide o aspecto visual da sua obra! Para o efeito pode recorrer a profissionais que transformarão o seu manuscrito em livro respeitando as regras da boa paginação. Não se esqueça também da importância da capa: será que o seu livro dá vontade de ser lido?

 

​Desenvolva uma estratégia de comunicação e divulgação da obra. Numa edição independente cabe ao autor promover a sua obra, dá-la a conhecer e criar o interesse. Explore a sua rede social. Se já tem um blogue ou um site utilize-o como uma poderosa forma de comunicação. Os resultados não se farão esperar.

 

​Visite livrarias. Identifique quais as livrarias que mais se adequam ao seu género literário e proponha-lhes o seu livro para venda directa à consignação. Tenha em atenção que as livrarias e outros pontos de distribuição (papelaria, quiosque, etc.) pedirão uma comissão que varia entre os 35 a 50% do preço de venda ao público (P.V.P.). Por outro lado, tenha em conta que as livrarias não são unicamente um espaço de venda, mas igualmente um espaço cultural, pelo que lhes poderá propor uma sessão de autógrafos, independentemente de o seu livro não se encontrar nos seus escaparates. Afinal, qual é o espaço que não precisa de animação e de dinâmica?

 

Comercialize directamente a sua obra. Vender um livro não se reduz aos pontos tradicionais de distribuição. Existe um conjunto de canais a explorar que poderão ditar o sucesso do seu empreendimento.

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ouvir

 

O processo de escrita envolve todos os nossos sentidos. Utilize vocabulário da vida real para tornar as suas personagens autênticas.

 

Quando está na rua, num restaurante ou nos transportes públicos, mantenha-se discretamente à escuta. Descobrirá que frequentemente a realidade ultrapassa a ficção.

 

 

Boa escrita e até à próxima dica…

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Quantos livros imprimir? Esta é uma questão determinante quando se pretende publicar de forma livre e independente, na medida em que constitui parte substancial do investimento inicial.

tiragem

 

A impressão digital permite actualmente apostar em tiragens menores a valores competitivos, o que é fundamental quando se pretende a impressão de algumas dezenas de exemplares para oferta ou uma primeira abordagem ao mercado no caso da comercialização.

 

Quando se opta pela edição independente, sugerimos que responda em primeiro lugar à seguinte pergunta: quantos exemplares penso escoar no primeiro mês? O número avançado deverá ter em conta os livros de oferta, assim como, a forma como pensa comercializar a obra (lançamento, pontos de distribuição, divulgação, etc.). Ao responder a esta questão aproximar-se-á da quantidade real que possivelmente conseguirá distribuir, o que é diferente da quantidade de exemplares que gostaria ou almeja vender no futuro.

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dicas5

 

Visite o jardim zoológico, o oceanário ou até uma loja de animais. Pode também ir a um jardim público ou deambular pelas ruas da cidade e observar os cães, as aves e os gatos.

 

 

A partir das características que registou desses animais e das suas interacções, desenvolva personagens humanas.

 

Depois escreva uma história baseada nas personagens que acabou de criar.

 
Boa escrita e até à próxima dica…

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Está a escrever um romance cujo protagonista é uma criança? O público-alvo do seu livro são as crianças? Gostaria que o seu texto reflectisse o olhar de uma criança? Nenhum destes objectivos é fácil para o adulto. Diremos até que se trata de um empreendimento difícil para o adulto, detentor de uma maior experiência de vida, reencontrar a frescura e a ingenuidade características da infância. Mas não desespere!

 

colocar-ºse na pele de uma criança

 

Inspirados em Betty Wilson Beamguard (Writer Mag), trazemos-lhe 5 dicas que o poderão ajudar nesta árdua tarefa:

 

Inspire-se directamente na fonte

 

Os pensamentos, os actos e os diálogos devem sempre estar em consonância com a personagem, certo? Mas o que fazer quando desconhecemos o que pensa uma criança? Passe à prática: adopte uma atitude empírica. Se não tem filhos, nem sobrinhos, passe o fim-de-semana com amigos que tenham crianças da idade da sua personagem. Leia livros infantis destinados a esta faixa etária e explore as prateleiras dedicadas à literatura técnica sobre a infância (os livros de psicologia podem ajudar bastante). Se conhecer educadores de infância, não hesite em falar com eles, pois poderão esclarecê-lo sobre os comportamentos das crianças.

 

 

Viaje até à sua própria infância

 

Talvez já se tenha esquecido, mas as crianças são impressionáveis, mais do que os adultos. Alguns acontecimentos positivos ou negativos, insignificantes para o adulto, podem assumir proporções enormes para a criança e marcá-la para sempre. Cabe-lhe, a si, encontrar exemplos de acontecimentos que poderiam assumir uma grande importância aos olhos da sua personagem. Para tal, procure nas gavetas da sua própria memória, certamente encontrará alguns episódios que valerão a pena ser contados.

 

 

Estimule a sua imaginação

 

Se existe algo que não suscita dúvida é que as crianças têm uma imaginação transbordante! Associado a esta característica está o facto de, maioritariamente, tomarem as expressões literalmente. Imagine o efeito que poderá ter na sua personagem ouvir determinadas expressões como: “estar com o coração nas mãos”, “engolir um sapo”, “o gato comeu-te a língua?”, “estar com a pulga atrás da orelha”, etc.

 

 

Fale como uma criança

 

Lamentamos informá-lo de que não basta atribuir pensamentos de criança à sua personagem para que ela seja credível. É indispensável que ela se exprima como uma verdadeira criança.  A escolha das palavras a utilizar nos diálogos é por isso determinante. Para estar seguro do vocabulário que usa ou da construção frásica que emprega, nada como ir recolher informação à fonte: às crianças. Sem assustar os pais, passe algum tempo nos parques infantis ou à saída das escolas para ouvir as palavras e a forma de expressão das crianças. E, sobretudo, tenha cuidado em não confundir as idades! Há todo um mundo que separa a forma como uma criança de 6 anos comunica e a linguagem de uma criança de 9 anos, por exemplo!

 

 

Lembre-se de que as crianças não são perfeitas

 

Enquanto adultos atribuímos frequentemente qualidades de perfeição à infância: são tão pequenas, tão indefesas, tão inocentes, que só podem ser perfeitas… Mas, na realidade, as crianças mentem, nem sempre tomam o partido dos mais fracos, e são capazes de maltratar outras crianças e animais, sobretudo se lhes tiverem feito algum mal. Tenha isso sempre em conta para as suas personagens.

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Uma viagem de 1000 quilómetros começa sempre por um primeiro passo, diria Lao Tseu. Publicar um livro assemelha-se a uma viagem e o primeiro passo é sempre o mais difícil. Diremos até o mais decisivo, pois dele depende o caminho a seguir e, consequentemente, o desfecho da iniciativa editorial.

 

monoculo-EDIÇÃO INDEPENDENTE

 

Quantos autores ficam a meio da caminhada, desistem, ou persistindo se sentem desiludidos com o resultado? Demasiados! As razões que podem conduzir ao sentimento de fracasso são inúmeras, mas a principal reside certamente neste primeiro passo. Na Monóculo podemos ajudar, mas antes de nos contactar existe um conjunto de perguntas que deverá colocar-se:

 

– ​Que tipo de obra pretendo publicar e o que é que me motiva?

 

– ​Tenho por objectivo comercializar o meu livro ou apenas partilhá-lo com a família e os amigos?

 

– Será que o tema que eu abordo poderá encontrar um público? Qual?

 

– ​Terei tempo para me dedicar à promoção e comercialização do meu livro?

 

-​ Quantos livros conseguirei escoar nas quatro primeiras semanas?

 

 

As respostas a estas perguntas ajudarão a perceber se a opção de uma edição independente é viável para si. Se é o seu caso, então não hesite em contactar-nos, clicando aqui!

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Sente-se na esplanada de um café, vá a um jardim público, ao aeroporto, à estação de comboios ou a um centro comercial e observe quem passa.

 

Inspire-se na aparência de quem lhe chamou a atenção e invente uma história: imagine qual será a sua profissão, os seus hábitos, o seu quotidiano, os seus passatempos, etc.

 

Boa escrita e até à próxima dica…

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