A partir de 1 de Janeiro deste ano (2015), a Associação Portuguesa de Editores e Livreiros (APEL), entidade responsável pela atribuição do número de ISBN, passou a cobrar este serviço, à semelhança do que já é prática corrente noutros países. A razão avançada pela APEL remete para o facto de, a partir deste ano, a Agência Nacional Portuguesa de ISBN ter deixado de contar com o apoio financeiro da Secretaria de Estado da Cultura que, nas palavras da APEL, vinha subsidiando “uma parte dos custos operacionais da agência”.

 

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O que mudou, então?

 

A partir deste ano (2015), todos os autores independentes que publicaram, até Dezembro de 2014, as suas obras com a Monóculo, e que por essa razão já foram devida e oportunamente registados no sistema da Agência Nacional Portuguesa de ISBN, enquanto autores independentes, passarão a assumir apenas o custo de obtenção de um número individual, não tendo de pagar o registo que actualmente passou também a ser cobrado. Contudo, se pretenderem publicar mais do que uma obra no decorrer do mesmo ano, terão de solicitar um prefixo de editor não profissional (no mínimo de 5 dígitos) que lhes garantirá a obtenção de 10 números de ISBN. Tal como no passado, a Monóculo coloca-se à disposição dos “seus” autores para a intermediação de todo o processo, passando a cobrar este serviço até então incluído no conjunto dos serviços que prestava.

 

Os autores que ainda não publicaram obras, ou que não estão registados como autores independentes na Agência Nacional Portuguesa de ISBN, deverão ter em conta o custo de registo inicial no sistema, acrescido do custo de obtenção de um ISBN individual (edição de autor). Caso pretendam que a Monóculo trate de tudo, deverão considerar um acréscimo, ao seu investimento inicial, de 73,80€ (IVA incluído). Se os autores desejarem tratar, eles próprios, dos trâmites necessários à obtenção do seu número de ISBN, apenas terão de comunicar à Monóculo o número em questão que, por seu lado e neste quadro, não assumirá qualquer responsabilidade sobre o procedimento de obtenção deste número, nem de verificação da sua veracidade.

 

Será importante obter o número de ISBN?

 

Apesar de este número não ser obrigatório por lei, em Portugal, ele é essencial e indispensável quando se pretende comercializar uma obra, uma vez que permite a transmissão de dados automatizados (código de barras, etc.) e a existência da obra nos acervos das bibliotecas. Afinal, o ISBN (International Standard Book Number) é o bilhete de identidade de uma obra e remete para o número que identifica o livro quer a nível nacional, quer em termos internacionais. Em 2013 foram atribuídos, em Portugal, 19 060 números (fonte: APEL).

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Publicar uma obra implica competências simultaneamente variadas e específicas. Antes de chegar aos leitores, o livro inicia um verdadeiro percurso editorial. De acordo com as suas necessidades, o autor independente tem hoje à sua disposição um conjunto diversificado de profissionais que o podem ajudar a concretizar o seu projecto editorial. Vejamos os percursos possíveis e quem pode ajudar, realmente, a transformar o seu manuscrito num verdadeiro livro.

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Uma viagem de 1000 quilómetros começa sempre por um primeiro passo, diria Lao Tseu. Publicar um livro assemelha-se a uma viagem e o primeiro passo é sempre o mais difícil. Diremos até o mais decisivo, pois dele depende o caminho a seguir e, consequentemente, o desfecho da iniciativa editorial.

 

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Quantos autores ficam a meio da caminhada, desistem, ou persistindo se sentem desiludidos com o resultado? Demasiados! As razões que podem conduzir ao sentimento de fracasso são inúmeras, mas a principal reside certamente neste primeiro passo. Na Monóculo podemos ajudar, mas antes de nos contactar existe um conjunto de perguntas que deverá colocar-se:

 

– ​Que tipo de obra pretendo publicar e o que é que me motiva?

 

– ​Tenho por objectivo comercializar o meu livro ou apenas partilhá-lo com a família e os amigos?

 

– Será que o tema que eu abordo poderá encontrar um público? Qual?

 

– ​Terei tempo para me dedicar à promoção e comercialização do meu livro?

 

-​ Quantos livros conseguirei escoar nas quatro primeiras semanas?

 

 

As respostas a estas perguntas ajudarão a perceber se a opção de uma edição independente é viável para si. Se é o seu caso, então não hesite em contactar-nos, clicando aqui!

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Em 2002, o New York Times reportou que segundo um estudo norte-americano, 81% das pessoas inquiridas sentiam a necessidade de escrever um livro. Se transpuséssemos estes valores para a realidade portuguesa, tal representaria mais de oito milhões de pessoas que gostariam de deixar a sua marca através de um livro, fazendo jus à velha fórmula de “plantar uma árvore, ter um filho e escrever um livro”.

 

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Ora é precisamente pensando nestes autores em devir que desejam partilhar os seus escritos, quer com familiares e amigos (edição pessoal), quer com um público alargado (edição independente), que a Monóculo coloca à disposição de todos os ofícios do livro.

 

Não se trata de propor um contrato de edição, não se trata de prometer mundos e fundos ou vendas mirabolantes, nem se trata de distribuir obras no mercado.

 

Trata-se de acompanhar os autores, de dar resposta aos seus objectivos e necessidades editoriais de forma personalizada e de acordo com o projecto em questão, utilizando um saber e saber-fazer específicos em diferentes etapas do percurso editorial.

 

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Qual a diferença entre publicar o seu livro de forma independente e aceitar uma proposta de edição por sua conta? Frequentemente somos contactados por autores siderados com algumas propostas que lhes são dirigidas na sequência do envio do seu manuscrito.

 

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A Editora que lhe propõe uma edição por sua conta em simultâneo com um contrato de edição não está a desempenhar a sua verdadeira função de Editora! Como? É muito simples. Se lhe pedem para pagar seja o que for (correcções, aconselhamento editorial, paginação, impressão, divulgação, etc.), está perante uma empresa prestadora de serviços editoriais. A Monóculo, por exemplo, é uma empresa que coloca à sua disposição os ofícios do livro e que o ajuda a concretizar o seu projecto editorial, mas tal não faz dela uma Editora! Espera-se desta última que aposte na sua obra, que irá comercializar e daí obter o retorno do investimento.

 

São muitos os autores que, lisonjeados pelo interesse aparente manifestado, se deixam envolver numa teia que nada tem a ver com o processo tradicional de edição. Nestes casos, é geralmente proposto que o autor suporte os custos de realização da obra (por exemplo, a impressão de uma primeira tiragem) mediante a entrega de um determinado número de exemplares que poderá oferecer a seu bel-prazer. Os restantes livros ficam com a pretensa Editora que terá como dita missão divulgar, distribuir e comercializar a obra, razão pela qual é então proposto um contrato de edição no qual o autor cede os seus direitos. O resultado? É muito simples, também, o autor paga a produção do seu próprio livro e recebe uma margem mínima das eventuais vendas realizadas, o que nada tem a ver nem com uma edição tradicional, nem com uma edição verdadeiramente independente!

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A autopublicação constitui um dos muitos processos hoje em dia disponíveis para concretizar projectos editoriais. Contudo, realizar a sua obra implica competências específicas que não domina, nem tem de dominar.

 

autopublicação

 

Actualmente existem inúmeras plataformas online que lhe vendem a ilusão da gratuidade. Poderá sentir-se tentado a explorar esta via, como é óbvio, mas permaneça alerta, pois colocar um documento em Word num formato PDF não é o mesmo que realizar um livro. E aliás, para isso, não precisa realmente de recorrer a terceiros, certo?

 

Publicar livremente e realizar o seu próprio projecto editorial não significa estar só. Daí existirem soluções, tal como a Monóculo, em que profissionais experientes do sector se colocam à sua disposição para o acompanhar e ajudar em todo o processo.

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A publicação de um livro não passa obrigatoriamente pela edição tradicional.

publicação livre e independente

 

Será que faz sentido enviar o seu manuscrito a uma Editora, quando o seu objectivo é o de satisfazer um desejo profundo de partilha da sua vida, da sua experiência ou das suas viagens, como se de um legado ou registo familiar se tratasse? É claro que não!

 

Por outro lado, se o seu objectivo é o de partilhar a sua obra com um público mais vasto, através de uma comercialização, será a melhor estratégia aguardar que uma Editora se interesse pelo seu manuscrito e decida apostar nele e em si? E porque é que deverá deixar a terceiros que poderão não partilhar os seus objectivos o poder de decisão em relação ao seu projecto editorial? Permanecer independente implica decidir sobre todas as etapas da publicação do seu livro, sem cedência de direitos, o que poderá ser vantajoso até do ponto de vista económico (30 a 70% do preço de venda ao público em vez dos 10% que, em média, são propostos).

 

Imagine agora que a sua obra visa um nicho editorial demasiado restrito aos olhos da indústria editorial tradicional. Vai abandonar o seu projecto por essa razão, quando poderá atingir bons, ou até excelentes resultados trabalhando directamente o mercado que almeja?

 

A publicação livre, seja numa lógica de edição independente (com vista à comercialização da sua obra), seja pensada como partilha (oferta), surge como um processo vantajoso para realizar de forma rápida e efectiva o seu projecto editorial.

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Quem se inicia nas lides da edição independente depressa se apercebe de um conjunto de ideias veiculadas que podem constituir uma verdadeira barreira à criação literária e à partilha de conhecimentos e vivências.

 

Afirmar que escrever um livro implica energia e perseverança é a mais pura das verdades, mas alguns autores em devir deixam-se arrastar depressa demais por pensamentos parasitas, dando demasiado crédito a certos “mitos” sobre os escritores, a escrita e o mundo da edição.

 

Quantos não desistem antes de, sequer, tentar realmente? Quantos não protelam o sonho que sempre acalentaram, resistindo a dar o salto e alcançar o seu objectivo e desejo?

 

Não ceda às ideias preconcebidas sobre a edição! Vejamos alguns destes “mitos” ou “desculpas” que fazem com que demasiados projectos interessantes fiquem na gaveta.

 

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São muitos os ursos e pouco o mel!

 

É verdade que se decidiu escrever um romance juvenil sobre vampiros está em competição directa com outros escritores. Porém, se entrar nesta linha de raciocínio, rapidamente se aperceberá que na Literatura os temas são recorrentes, independentemente das modas e das tendências de mercado. Sempre se escreveu sobre amor, ódio, paz, guerra, amizade, desejo, vidas, o ser humano, etc. Na realidade, a única pessoa com quem está a competir é consigo mesmo. Pergunte-se todos os dias como é que pode melhorar e ser hoje melhor escritor do que foi ontem.

 

 

É impossível escrever um livro sem computador.

 

Desde quando?! Tudo o que precisa para escrever um livro é de uma esferográfica e de folhas de papel. Sabia que existem muitas correntes que defendem os benefícios de escrever à mão? Nas palavras do escritor norte-americano Norman Mailer, duas vezes premiado com o Prémio Pulitzer, o autor “sente que todo o seu corpo e um pouco do seu espírito desceram para as pontas dos seus dedos”, como se houvesse algo de físico na conexão entre a caneta e o papel que se distingue da relação com o teclado do computador. É verdade que, nesta era tecnológica, precisará mais tarde de passar o seu manuscrito para formato digital, mas isso não quer dizer que necessite de tecnologia para escrever!

 

 

A escrita deve estar perfeita logo à primeira.

 

Se ao reler o que escreveu pensar: “Isto não vale nada!”, não se assuste. Nada de mais normal. O primeiro esboço é muitas vezes sinónimo de confusão, mas é necessário. Tal como acontece com tantas outras competências, escrever implica tempo e prática. Ora, é frequente que os autores em devir não dêem tempo ao tempo, esperando que as primeiras linhas ou páginas do manuscrito se assemelhem logo ao resultado final: a um livro. Com esta atitude, apenas conseguem um resultado: o insucesso. Como aconselhava Virginia Woolf nas suas Cartas a jovens poetas, “ninguém é obrigado a partilhar o primeiro (o segundo ou o terceiro) esforço que realizou”.

 

 

É obrigatório ter um espaço só seu para escrever.

 

Já que referimos Virginia Woolf, é verdade que defendia que uma mulher precisava de um espaço seu para escrever, mas também afirmou serem necessários 500 livros por ano para o fazer! Estas eram as condições ideais, segundo a autora de Mrs. Dalloway, para escrever. Mas o local que cada escritor elege para dar largas à sua arte depende de cada um. Há aqueles que preferem o recato e o silêncio, outros que optam por espaços públicos. Existem tantos sítios onde se pode escrever como autores. Tudo depende de si, da sua personalidade e do que precisa para se sentir confortável a escrever.

 

 

É condição estar inserido numa rede.

 

É claro que as redes assumem actualmente uma grande importância, mas fazer parte de uma rede não é sinónimo de escrever. Deixe, por ora, o marketing e as redes e concentre-se na sua escrita: de que valem, se ainda não tem nada para partilhar? Será uma vantagem conhecer o mercado do livro, como é óbvio. Contudo, o primeiro passo de todos é escrever!

 

Para conhecer o maravilhoso mundo da edição livre clique aqui.

 

 

Para que um manuscrito seja publicado é preciso ter cunha!

 

Esta é uma ideia muito veiculada que deixa de fazer qualquer sentido quando se opta por uma publicação independente. É certo que uma boa rede de contactos ajuda na divulgação de uma obra, mas isso não significa que tenha de conhecer pessoas do meio editorial para publicar o seu manuscrito, nem que a dita Edição Tradicional seja o único meio para o fazer. Actualmente tem à sua disposição inúmeras plataformas e profissionais da Edição que o podem ajudar a alcançar o seu objectivo. Mas, à semelhança das redes, este não é o primeiro passo para arregaçar as mangas e começar a escrever.

 

Para se tranquilizar, veja a quantidade de serviços profissionais que o podem ajudar a realizar o seu projecto de publicação, clicando aqui.

 

 

Apenas os livros de grande público se vendem.

 

Os best-sellers são, sem dúvida, uma parte essencial do mundo editorial das últimas cinco décadas. Contudo, pensar que este sector se resume aos mesmos é redutor e não corresponde à realidade. Para além das ditas edições de fundo de catálogo das editoras, a edição independente em ascensão clara vem mostrar o quanto projectos de menor dimensão podem atingir o sucesso. Nem todos os livros são feitos para atingirem milhares de vendas, mas isso não implica que não sejam de qualidade e que não exista um público específico e leal. Se fosse esse o caso, apenas livros bombásticos teriam sucesso, o que não é, nem de perto, nem de longe, verdade. Se tem algo a partilhar e sente necessidade de o fazer, faça-o. Deixe os grandes números para os grandes grupos, os grandes livros sempre existiram e continuarão a existir!

 

Fontes: Bertrand Legendre (2009), Envie d’écrire (2011).


 

 

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