Em 2002, o New York Times reportou que segundo um estudo norte-americano, 81% das pessoas inquiridas sentiam a necessidade de escrever um livro. Se transpuséssemos estes valores para a realidade portuguesa, tal representaria mais de oito milhões de pessoas que gostariam de deixar a sua marca através de um livro, fazendo jus à velha fórmula de “plantar uma árvore, ter um filho e escrever um livro”.

 

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Ora é precisamente pensando nestes autores em devir que desejam partilhar os seus escritos, quer com familiares e amigos (edição pessoal), quer com um público alargado (edição independente), que a Monóculo coloca à disposição de todos os ofícios do livro.

 

Não se trata de propor um contrato de edição, não se trata de prometer mundos e fundos ou vendas mirabolantes, nem se trata de distribuir obras no mercado.

 

Trata-se de acompanhar os autores, de dar resposta aos seus objectivos e necessidades editoriais de forma personalizada e de acordo com o projecto em questão, utilizando um saber e saber-fazer específicos em diferentes etapas do percurso editorial.

 

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Qual a diferença entre publicar o seu livro de forma independente e aceitar uma proposta de edição por sua conta? Frequentemente somos contactados por autores siderados com algumas propostas que lhes são dirigidas na sequência do envio do seu manuscrito.

 

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A Editora que lhe propõe uma edição por sua conta em simultâneo com um contrato de edição não está a desempenhar a sua verdadeira função de Editora! Como? É muito simples. Se lhe pedem para pagar seja o que for (correcções, aconselhamento editorial, paginação, impressão, divulgação, etc.), está perante uma empresa prestadora de serviços editoriais. A Monóculo, por exemplo, é uma empresa que coloca à sua disposição os ofícios do livro e que o ajuda a concretizar o seu projecto editorial, mas tal não faz dela uma Editora! Espera-se desta última que aposte na sua obra, que irá comercializar e daí obter o retorno do investimento.

 

São muitos os autores que, lisonjeados pelo interesse aparente manifestado, se deixam envolver numa teia que nada tem a ver com o processo tradicional de edição. Nestes casos, é geralmente proposto que o autor suporte os custos de realização da obra (por exemplo, a impressão de uma primeira tiragem) mediante a entrega de um determinado número de exemplares que poderá oferecer a seu bel-prazer. Os restantes livros ficam com a pretensa Editora que terá como dita missão divulgar, distribuir e comercializar a obra, razão pela qual é então proposto um contrato de edição no qual o autor cede os seus direitos. O resultado? É muito simples, também, o autor paga a produção do seu próprio livro e recebe uma margem mínima das eventuais vendas realizadas, o que nada tem a ver nem com uma edição tradicional, nem com uma edição verdadeiramente independente!

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A autopublicação constitui um dos muitos processos hoje em dia disponíveis para concretizar projectos editoriais. Contudo, realizar a sua obra implica competências específicas que não domina, nem tem de dominar.

 

autopublicação

 

Actualmente existem inúmeras plataformas online que lhe vendem a ilusão da gratuidade. Poderá sentir-se tentado a explorar esta via, como é óbvio, mas permaneça alerta, pois colocar um documento em Word num formato PDF não é o mesmo que realizar um livro. E aliás, para isso, não precisa realmente de recorrer a terceiros, certo?

 

Publicar livremente e realizar o seu próprio projecto editorial não significa estar só. Daí existirem soluções, tal como a Monóculo, em que profissionais experientes do sector se colocam à sua disposição para o acompanhar e ajudar em todo o processo.

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A publicação de um livro não passa obrigatoriamente pela edição tradicional.

publicação livre e independente

 

Será que faz sentido enviar o seu manuscrito a uma Editora, quando o seu objectivo é o de satisfazer um desejo profundo de partilha da sua vida, da sua experiência ou das suas viagens, como se de um legado ou registo familiar se tratasse? É claro que não!

 

Por outro lado, se o seu objectivo é o de partilhar a sua obra com um público mais vasto, através de uma comercialização, será a melhor estratégia aguardar que uma Editora se interesse pelo seu manuscrito e decida apostar nele e em si? E porque é que deverá deixar a terceiros que poderão não partilhar os seus objectivos o poder de decisão em relação ao seu projecto editorial? Permanecer independente implica decidir sobre todas as etapas da publicação do seu livro, sem cedência de direitos, o que poderá ser vantajoso até do ponto de vista económico (30 a 70% do preço de venda ao público em vez dos 10% que, em média, são propostos).

 

Imagine agora que a sua obra visa um nicho editorial demasiado restrito aos olhos da indústria editorial tradicional. Vai abandonar o seu projecto por essa razão, quando poderá atingir bons, ou até excelentes resultados trabalhando directamente o mercado que almeja?

 

A publicação livre, seja numa lógica de edição independente (com vista à comercialização da sua obra), seja pensada como partilha (oferta), surge como um processo vantajoso para realizar de forma rápida e efectiva o seu projecto editorial.

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Quem se inicia nas lides da edição independente depressa se apercebe de um conjunto de ideias veiculadas que podem constituir uma verdadeira barreira à criação literária e à partilha de conhecimentos e vivências.

 

Afirmar que escrever um livro implica energia e perseverança é a mais pura das verdades, mas alguns autores em devir deixam-se arrastar depressa demais por pensamentos parasitas, dando demasiado crédito a certos “mitos” sobre os escritores, a escrita e o mundo da edição.

 

Quantos não desistem antes de, sequer, tentar realmente? Quantos não protelam o sonho que sempre acalentaram, resistindo a dar o salto e alcançar o seu objectivo e desejo?

 

Não ceda às ideias preconcebidas sobre a edição! Vejamos alguns destes “mitos” ou “desculpas” que fazem com que demasiados projectos interessantes fiquem na gaveta.

 

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São muitos os ursos e pouco o mel!

 

É verdade que se decidiu escrever um romance juvenil sobre vampiros está em competição directa com outros escritores. Porém, se entrar nesta linha de raciocínio, rapidamente se aperceberá que na Literatura os temas são recorrentes, independentemente das modas e das tendências de mercado. Sempre se escreveu sobre amor, ódio, paz, guerra, amizade, desejo, vidas, o ser humano, etc. Na realidade, a única pessoa com quem está a competir é consigo mesmo. Pergunte-se todos os dias como é que pode melhorar e ser hoje melhor escritor do que foi ontem.

 

 

É impossível escrever um livro sem computador.

 

Desde quando?! Tudo o que precisa para escrever um livro é de uma esferográfica e de folhas de papel. Sabia que existem muitas correntes que defendem os benefícios de escrever à mão? Nas palavras do escritor norte-americano Norman Mailer, duas vezes premiado com o Prémio Pulitzer, o autor “sente que todo o seu corpo e um pouco do seu espírito desceram para as pontas dos seus dedos”, como se houvesse algo de físico na conexão entre a caneta e o papel que se distingue da relação com o teclado do computador. É verdade que, nesta era tecnológica, precisará mais tarde de passar o seu manuscrito para formato digital, mas isso não quer dizer que necessite de tecnologia para escrever!

 

 

A escrita deve estar perfeita logo à primeira.

 

Se ao reler o que escreveu pensar: “Isto não vale nada!”, não se assuste. Nada de mais normal. O primeiro esboço é muitas vezes sinónimo de confusão, mas é necessário. Tal como acontece com tantas outras competências, escrever implica tempo e prática. Ora, é frequente que os autores em devir não dêem tempo ao tempo, esperando que as primeiras linhas ou páginas do manuscrito se assemelhem logo ao resultado final: a um livro. Com esta atitude, apenas conseguem um resultado: o insucesso. Como aconselhava Virginia Woolf nas suas Cartas a jovens poetas, “ninguém é obrigado a partilhar o primeiro (o segundo ou o terceiro) esforço que realizou”.

 

 

É obrigatório ter um espaço só seu para escrever.

 

Já que referimos Virginia Woolf, é verdade que defendia que uma mulher precisava de um espaço seu para escrever, mas também afirmou serem necessários 500 livros por ano para o fazer! Estas eram as condições ideais, segundo a autora de Mrs. Dalloway, para escrever. Mas o local que cada escritor elege para dar largas à sua arte depende de cada um. Há aqueles que preferem o recato e o silêncio, outros que optam por espaços públicos. Existem tantos sítios onde se pode escrever como autores. Tudo depende de si, da sua personalidade e do que precisa para se sentir confortável a escrever.

 

 

É condição estar inserido numa rede.

 

É claro que as redes assumem actualmente uma grande importância, mas fazer parte de uma rede não é sinónimo de escrever. Deixe, por ora, o marketing e as redes e concentre-se na sua escrita: de que valem, se ainda não tem nada para partilhar? Será uma vantagem conhecer o mercado do livro, como é óbvio. Contudo, o primeiro passo de todos é escrever!

 

Para conhecer o maravilhoso mundo da edição livre clique aqui.

 

 

Para que um manuscrito seja publicado é preciso ter cunha!

 

Esta é uma ideia muito veiculada que deixa de fazer qualquer sentido quando se opta por uma publicação independente. É certo que uma boa rede de contactos ajuda na divulgação de uma obra, mas isso não significa que tenha de conhecer pessoas do meio editorial para publicar o seu manuscrito, nem que a dita Edição Tradicional seja o único meio para o fazer. Actualmente tem à sua disposição inúmeras plataformas e profissionais da Edição que o podem ajudar a alcançar o seu objectivo. Mas, à semelhança das redes, este não é o primeiro passo para arregaçar as mangas e começar a escrever.

 

Para se tranquilizar, veja a quantidade de serviços profissionais que o podem ajudar a realizar o seu projecto de publicação, clicando aqui.

 

 

Apenas os livros de grande público se vendem.

 

Os best-sellers são, sem dúvida, uma parte essencial do mundo editorial das últimas cinco décadas. Contudo, pensar que este sector se resume aos mesmos é redutor e não corresponde à realidade. Para além das ditas edições de fundo de catálogo das editoras, a edição independente em ascensão clara vem mostrar o quanto projectos de menor dimensão podem atingir o sucesso. Nem todos os livros são feitos para atingirem milhares de vendas, mas isso não implica que não sejam de qualidade e que não exista um público específico e leal. Se fosse esse o caso, apenas livros bombásticos teriam sucesso, o que não é, nem de perto, nem de longe, verdade. Se tem algo a partilhar e sente necessidade de o fazer, faça-o. Deixe os grandes números para os grandes grupos, os grandes livros sempre existiram e continuarão a existir!

 

Fontes: Bertrand Legendre (2009), Envie d’écrire (2011).


 

 

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É já neste domingo que Rui Barbosa apresenta o seu livro de estreia, Minas dos Carris − Histórias Mineiras na Serra do Gerês, resultado de um trabalho pessoal de investigação de mais de sete anos sobre um complexo mineiro cuja(s) história(s) merecia ser conhecida do grande público.

 

Capa Minas dos Carris- Monóculo

Concretizada graças ao sucesso da campanha de crowdfunding levada a cabo pelo autor − um dos primeiros a apostar nesta metodologia de apoio em Portugal −, esta edição independente realizada pela Monóculo é apresentada neste fim-de-semana, no dia 15, pelas 15h30, no Museu da Geira em São João do Campo, Terras de Bouro.

 

Ao autor juntar-se-ão José Carlos Pires, José Moreira e João M. Gil, numa sessão que contará também com a actuação do grupo de música popular, Orquestrina.

 

Para mais informações sobre esta obra de referência do património regional e nacional,

clique aqui.

 

 

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É com imenso prazer que anunciamos a concretização de mais um projecto editorial independente, Minas dos Carris — Histórias Mineiras na Serra do Gerês, livro de estreia de Rui Barbosa.

 

A dois dias de terminar a campanha de crowdfundingcujo sucesso viabilizou financeiramente a realização do projecto, e após umas semanas intensas de trabalho editorial com o autor, a obra encontra-se agora em fase de produção, como costumamos dizer: no prelo!

 

Dentro de poucas semanas o resultado da investigação, de mais de sete anos, levada a cabo por Rui Barbosa, estará pronta para ser partilhada e folheada…

 

Produção do livro Minas dos Carris - by Monóculo

 

Mantenham-se, pois, atentos: muitas novidades sobre esta obra estão por vir.

 

 

 

 

 

 

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Decorreu este sábado, no Teatro A Barraca, a sessão de apresentação do livro de estreia de Rossana Appolloni, “Ousar ser Feliz: Dá trabalho mas Compensa”.

Lançamento Ousar ser Feliz

Com ilustrações de Sílvia Neto Gonçalves, esta obra, apresentada por Elsa David, resulta de uma colectânea de textos independentes escritos por Rossana Appolloni, em jeito de dicas, para o semanário O Mundo Positivo.

 

Ao longo de mais de 100 páginas, a autora aborda, de forma despretensiosa e divertida, assuntos profundos sobre a nossa própria existência. Mais do que um manual para a felicidade, uma verdadeira partilha de experiências e caminhos que dá que pensar…

 

A propósito da realização desta edição independente, estivemos à conversa com Rossana Appollloni, numa entrevista em que explica as razões que a levaram a “ousar”  publicar esta obra, uma iniciativa que deu “trabalho”, mas “compensou”!

Para aceder à entrevista, clique aqui.

 

Para mais informações sobre a autora e a obra, clique aqui.

 

Para contactar a autora, aceda ao seu site, clicando aqui.

 

 

 

 

 

 

 

 

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A sua decisão já está tomada! Vai mesmo contar a história
da sua vida e escrever a sua própria biografia. As razões que conduziram à iniciativa já não importam. O que importa de agora em diante, isso sim, é ter consciência de que para realizar a sua autobiografia precisa de produzir uma narrativa. Ora, esta última deverá no mínimo ser coerente, compreensível, legível e a mais completa possível. Para esse efeito existem duas regras de ouro que não deve ignorar!

 

1.ª Regra de Ouro: Respeitar a progressão cronológica

 

Enquanto estilo literário, a biografia é uma narrativa cronológica. Por outras palavras,
a sua história é contextualizada no tempo e depende dele. O seu ponto de partida é,
por essa razão, o passado, e a sua meta o presente. Respeitar este carácter progressivo
é fundamental. Os factos deverão sempre ser explorados de acordo com a ordem dos acontecimentos. A sua autobiografia deve começar com as suas memórias mais antigas
e acabar com as mais recentes.

 

2.ª Regra de Ouro: Estruturar a narrativa

 

Independentemente dos destinatários e mesmo se a sua biografia se destina a presentear
a família ou os amigos mais próximos, ela deve apresentar e conter um mínimo de organização. Realizar uma biografia não significa, de todo, contentar-se em somar memórias, factos, datas e eventos. Tal resultaria num rol sem fim de palavras e frases tratadas ao mesmo nível, fazendo com que os dados mais importantes e os dados mais insignificantes se fundissem numa mesma massa indissociável. A sua biografia não teria então qualquer relevo, revelando-se algo de extraordinariamente enfadonho para o leitor
que certamente nem chegaria a um quarto da narrativa, colocando a obra da sua vida numa prateleira do esquecimento. Não se esqueça, portanto, de respeitar o leitor, fazendo com que a sua narrativa assuma pelo menos na forma um percurso agradável. Para o efeito é necessário gerir as eventuais pausas que o leitor possa fazer, permitindo que interrompa
a leitura a qualquer altura e que lhe seja fácil voltar ao ponto em que parou ou que encontre facilmente uma data, uma memória ou um evento específico sem ser obrigado a retomar o conjunto página a página.

Com excepção de alguns estilos como confissões ou cartas, toda e qualquer narrativa (independentemente da sua natureza: ensaio, romance, etc.) é repartida em dois ou mais capítulos referentes a um tema específico. A autobiografia não escapa a esta regra, devendo também ser dividida em “blocos” equivalentes a um determinado período da vida. Mais uma vez, a biografia deve ser considerada como uma narrativa e estruturada como tal. Não irá contar a sua vida hora a hora, nem ano a ano, mas sim por etapas de vida (períodos ou conjunto de anos: infância, adolescência, etc.). Trata-se, portanto, de organizar os conteúdos por etapas de vida, ou seja, estabelecer o plano da obra que, por seu lado, poderá ser arbitrário ou personalizado.

 

Se precisar de ajuda para escrever a sua biografia ou estruturá-la, contacte-nos directamente.

 

Se deseja publicar a sua história de vida, mas não é sua intenção escrevê-la, veja como a Monóculo pode ajudar a realizar o seu sonho, clicando aqui.

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O livro de ficção científica de Hugh Howey, intitulado O Silo acabou
de ser lançado este mês em Portugal, pela Editorial Presença.

Bestseller do New York Times, este fenómeno da autopublicação, via Amazon, rapidamente se transformou num sucesso sem precedentes para um livro oriundo da edição independente com 500 000 exemplares vendidos em menos de um ano.

Traduzido e publicado em inúmeros países, o sucesso continua,
sendo notícia a cedência dos direitos cinematográficos à produtora de Ridley Scott.

Mais do que um bestseller, um exemplo de como a edição independente pode ser bem-sucedida!

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