Qual a diferença entre publicar o seu livro de forma independente e aceitar uma proposta de edição por sua conta? Frequentemente somos contactados por autores siderados com algumas propostas que lhes são dirigidas na sequência do envio do seu manuscrito.

 

direitos-consumidor

 

A Editora que lhe propõe uma edição por sua conta em simultâneo com um contrato de edição não está a desempenhar a sua verdadeira função de Editora! Como? É muito simples. Se lhe pedem para pagar seja o que for (correcções, aconselhamento editorial, paginação, impressão, divulgação, etc.), está perante uma empresa prestadora de serviços editoriais. A Monóculo, por exemplo, é uma empresa que coloca à sua disposição os ofícios do livro e que o ajuda a concretizar o seu projecto editorial, mas tal não faz dela uma Editora! Espera-se desta última que aposte na sua obra, que irá comercializar e daí obter o retorno do investimento.

 

São muitos os autores que, lisonjeados pelo interesse aparente manifestado, se deixam envolver numa teia que nada tem a ver com o processo tradicional de edição. Nestes casos, é geralmente proposto que o autor suporte os custos de realização da obra (por exemplo, a impressão de uma primeira tiragem) mediante a entrega de um determinado número de exemplares que poderá oferecer a seu bel-prazer. Os restantes livros ficam com a pretensa Editora que terá como dita missão divulgar, distribuir e comercializar a obra, razão pela qual é então proposto um contrato de edição no qual o autor cede os seus direitos. O resultado? É muito simples, também, o autor paga a produção do seu próprio livro e recebe uma margem mínima das eventuais vendas realizadas, o que nada tem a ver nem com uma edição tradicional, nem com uma edição verdadeiramente independente!

Partilhe este artigo:Share on FacebookTweet about this on TwitterShare on Google+Share on LinkedInEmail this to someone

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *