O que é que motiva alguém a escrever a(s) história(s) da sua vida? São muitas as razões para a passagem ao acto: exercício de análise, desejo de partilha, necessidade de justificação, vontade de ressuscitar momentos do passo…

 

Uma coisa é certa, escrever sobre si mesmo constitui um desafio e tanto, uma das principais dificuldades consistindo na separação entre o que é verdadeiro e o que permanece ficção. Quantas vezes, modificamos ou transformamos o real sem termos consciência que o estamos a fazer?

 

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Em traços gerais tudo se resume ou está intimamente ligado aos destinatários da obra, ou seja para quem estamos a escrever.

 

A autobiografia enquanto testemunho dirige-se a um público, conhecido ou anónimo. Narrar a nossa vida pode, neste contexto, ter como objectivo:
– esclarecer a posteridade sobre a época ou os acontecimentos que se testemunhou;
– rectificar factos, justificar-se aos olhos dos leitores;
– perpetuar-se na memória dos outros através de um auto-retrato que se quer fiel.

 

A autobiografia também pode ser encarada como um espelho no qual o autor se vê a si mesmo. Nesta lógica mais contemplativa, as razões para o empreendimento poderão remeter para:
– o prazer da memória, nomeadamente recordando, de forma mais ou menos nostálgica, a infância e a juventude.
– a ambição de vencer o tempo ou de suspender provisoriamente o seu curso;
-o desejo de se conhecer melhor. Contando-se, o autor adulto procura recuperar a sua criança interior e foca-se nos episódios marcantes da sua vida.

 

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