Percy WyndhamLewis/ Portraits Webif

Percy WyndhamLewis/ Portraits Webif

O poeta norte-americano T. S. Elliot foi galardoado com o Prémio Nobel da Literatura em 1948 pelos seus “feitos incríveis enquanto pioneiro da poesia moderna”. Aqui segue a sua visão de uma poesia de qualidade.

 

O melhor da poesia é impessoal. Pouco importam os sentimentos e a biografia do poeta que, por seu lado, deve apenas encontrar a imagem e as palavras exactas para exprimir uma emoção. Desta forma, o leitor é directamente tocado pela emoção e o poeta desaparece atrás da sua obra.

 

Os poemas têm sentido apenas se dialogam com a tradição. “Nenhum poeta, nenhum artista, em qualquer arte que seja, tem o seu sentido completo por si próprio. Compreendê-lo, estimá-lo, é estimar as suas relações com os poetas e os artistas do passado. Não podemos julgá-lo só; é preciso colocá-lo, para opô-lo ou compará-lo, no meio dos mortos”, escreveu o poeta em A tradição e o talento individual.

 

A maturidade é absolutamente necessária para toda a literatura. Esqueçam o desenvolvimento de um estilo pessoal egoísta: os bons poetas devem encontrar um “estilo comum”, símbolo da grande poesia. Os extremos e a pequenez de espírito devem ser banidos.

 

A boa poesia não pode ser produzida com o objectivo político de ultrapassar uma forma existente. É apenas preciso encontrar a sua própria maneira de dizer as coisas.

 

O bom poeta não deve escrever demasiado: isso impede de se concentrar e de limar a sua poesia.

 

O prémio T. S. Elliot recompensa o que de melhor se escreve em Poesia. Em 2014, o prémio foi atribuído ao poeta inglês David Harsent.

 
Fontes: The Telegraph, The Paris Review.

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Quadro de TIM BAUER

 

Markus Zusak é um escritor australiano, autor do bestseller A Rapariga que roubava livros (Ed. Presença). Este escritor é igualmente reconhecido pela sua prosa inovadora e poética.

 

 

Qual é a sua rotina de trabalho?

Eu procrastino muito! Para me defender, procuro ver-me livre de todas as distracções antes de escrever, para me concentrar unicamente no livro. Tenho uma pequena teoria sobre a escrita: para trabalhar três horas é preciso prever três dias. Para escrever durante três dias, deve dar a impressão de dispor de três semanas, etc.

 

 

 

O que é que aprecia mais na escrita?

Gosto da ideia de que cada página pode conter um diamante. A escrita é para mim um jogo com as palavras. O autor é como uma criança que brinca na areia, construindo, arrumando e destruindo o que quer. O melhor momento num dia de escrita consiste no surgimento de uma nova imagem da qual não tínhamos ideia de manhã quando começámos a escrever.

 

Como é que nos tornamos escritores?

A melhor forma de nos tornarmos escritores é escrevendo. Se alguém quer tornar-se um atleta não lhe dizemos para pensar em correr. Dizemos-lhe que corra. Também é preciso colocar-se uma única pergunta: “O teu livro nunca vai ser publicado. Escreve-lo na mesma?”. Se a resposta for sim, escrever o livro vale a pena. No que diz respeito à publicação… é muito difícil. Implica muito trabalho e muita força de vontade para não nos desencorajarmos face às críticas e às recusas. Quando sabemos isso, apreciamos ainda mais fazer parte dos raros eleitos.

 

Qual é o seu conselho para os aspirantes a autor?

Não tenham medo de fracassar. Eu fracasso todos os dias. Acumulei vários fracassos enquanto escrevia A Rapariga que roubava livros e agora esse livro é tudo para mim. As melhores ideias vieram-me quando tinha a impressão de estar a escrever no vento, quando duvidava. O fracasso foi o meu melhor amigo no trabalho. Ele testa-nos para ver se somos capazes de o ultrapassar.

 

Fonte: The Guardian

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A partir de 1 de Janeiro deste ano (2015), a Associação Portuguesa de Editores e Livreiros (APEL), entidade responsável pela atribuição do número de ISBN, passou a cobrar este serviço, à semelhança do que já é prática corrente noutros países. A razão avançada pela APEL remete para o facto de, a partir deste ano, a Agência Nacional Portuguesa de ISBN ter deixado de contar com o apoio financeiro da Secretaria de Estado da Cultura que, nas palavras da APEL, vinha subsidiando “uma parte dos custos operacionais da agência”.

 

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O que mudou, então?

 

A partir deste ano (2015), todos os autores independentes que publicaram, até Dezembro de 2014, as suas obras com a Monóculo, e que por essa razão já foram devida e oportunamente registados no sistema da Agência Nacional Portuguesa de ISBN, enquanto autores independentes, passarão a assumir apenas o custo de obtenção de um número individual, não tendo de pagar o registo que actualmente passou também a ser cobrado. Contudo, se pretenderem publicar mais do que uma obra no decorrer do mesmo ano, terão de solicitar um prefixo de editor não profissional (no mínimo de 5 dígitos) que lhes garantirá a obtenção de 10 números de ISBN. Tal como no passado, a Monóculo coloca-se à disposição dos “seus” autores para a intermediação de todo o processo, passando a cobrar este serviço até então incluído no conjunto dos serviços que prestava.

 

Os autores que ainda não publicaram obras, ou que não estão registados como autores independentes na Agência Nacional Portuguesa de ISBN, deverão ter em conta o custo de registo inicial no sistema, acrescido do custo de obtenção de um ISBN individual (edição de autor). Caso pretendam que a Monóculo trate de tudo, deverão considerar um acréscimo, ao seu investimento inicial, de 73,80€ (IVA incluído). Se os autores desejarem tratar, eles próprios, dos trâmites necessários à obtenção do seu número de ISBN, apenas terão de comunicar à Monóculo o número em questão que, por seu lado e neste quadro, não assumirá qualquer responsabilidade sobre o procedimento de obtenção deste número, nem de verificação da sua veracidade.

 

Será importante obter o número de ISBN?

 

Apesar de este número não ser obrigatório por lei, em Portugal, ele é essencial e indispensável quando se pretende comercializar uma obra, uma vez que permite a transmissão de dados automatizados (código de barras, etc.) e a existência da obra nos acervos das bibliotecas. Afinal, o ISBN (International Standard Book Number) é o bilhete de identidade de uma obra e remete para o número que identifica o livro quer a nível nacional, quer em termos internacionais. Em 2013 foram atribuídos, em Portugal, 19 060 números (fonte: APEL).

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O escritor norte-americano Paul Auster iniciou-se nas lides da escrita através da Poesia, mas foi no Romance que se deu a conhecer, sendo considerado o autor do acaso e da errância. Seguem alguns dos segredos que partilhou com o jornalista Michael Wood, para The Paris Review há já mais de 10 anos.

 

 

 

 

TPR: Quais são as suas estratégias de escrita?

P.A.: Quando escrevo sigo uma trajectória. Cada texto começa na primeira frase e acaba na última. Trabalho por sequências, parágrafo a parágrafo. A meu ver, o parágrafo constitui a unidade do romance, tal como representa o verso na poesia. Trabalho no mesmo parágrafo até sentir-me razoavelmente satisfeito com o resultado. Reescrevo-o até obter forma exacta, o equilíbrio exacto, a musicalidade exacta. É preciso que o texto pareça fluido, “não escrito”. Um parágrafo tanto pode demorar uma hora como três dias. Tenho frequentemente a primeira e a última frase da minha narrativa na cabeça, mas as coisas podem mudar à medida que avanço. Nenhum dos meus livros acabou como tinha inicialmente imaginado. Há personagens e situações que desaparecem, outras que surgem. Descobrimos o nosso livro enquanto o escrevemos, é uma aventura. Não seria muito interessante se tudo fosse completamente planeado.

 

TPR: Será que é preciso ser um grande leitor para escrever?

P.A.: Para mim, um autor teve necessariamente de ser um leitor voraz na sua adolescência. Um verdadeiro leitor compreende que os livros contêm um mundo, e que esse é mais rico do que qualquer outro. É esta alegria de viver dentro dos livros que transforma jovens em escritores. Ainda não vivemos o suficiente para ter escrito muita coisa, mas chega uma altura em que percebemos que somos feitos para isso. E cada escritor precisa de um leitor de confiança. Alguém que deseje que o seu livro seja o melhor possível e que seja honesto consigo. Este leitor não mente, não o felicita quando não presta.

 

TPR: Qual é a sua visão do romance?

P.A.: Escrever um romance é para mim um acto de fé. É preciso apresentar as coisas tal como elas são e não como elas deveriam ser. Os romances são ficções e contam-nos mentiras, mesmo se, através deles, o romancista tenta dizer a verdade sobre o mundo. O trabalho da imaginação confere uma liberdade impossível na não-ficção. Mas esta liberdade pode ser assustadora. O que acontecerá de seguida? Como posso saber se a próxima frase não será um muro?

 

TPR: Qual é o principal defeito dos jovens escritores?

P.A.: O egoísmo, a incapacidade de se projectarem nos outros. É primordial ter os olhos abertos ao mundo em vez de olharmos para o nosso próprio umbigo. Os escritores devem estar atentos a tudo o que se passa à sua volta.

 

 

Fonte: The Paris Review – http://www.theparisreview.org/interviews/121/the-art-of-fiction-no-178-paul-auster

 

Créditos da imagem: Quadro “Paul Auster on La Stampa/watercolor on shoellershammers”   Paolo Galetto – http://paologaletto.blogspot.pt/

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Tal como o romance, a personagem de romance também evoluiu ao longo dos séculos. Desde o típico herói portador de valores universais, a personagem de romance individualizou-se progressivamente, transformando-se num ser de ficção decalcado sobre um ser humano para produzir um efeito real.

As personagens de um romance

A personagem de romance é portanto uma “cópia”. A sua identidade, as suas características físicas e psicológicas fazem com que se assemelhe a um indivíduo verdadeiro. Contudo esta verosimilhança não implica que a personagem seja real, pelo contrário, constitui uma criação do autor.

 

É frequente que o narrador nos apresente uma personagem significativa recorrendo ao retrato através de um discurso descritivo. Dados como a sua idade, o seu meio social, o seu nome ou a sua família são essenciais quando se trata de uma personagem significativa.

 

Através do retrato, o narrador apresenta a personagem e inclui (ou não) algumas premissas para a acção. A personagem de romance não é obrigatoriamente heróica, mas graças ao seu retrato o leitor conhece detalhes importantes  nos planos físico, social e moral que o ajudarão a segui-la no enredo. Para além do retrato inicial, o leitor acompanha a personagem aprendendo a conhecê-la através dos seus actos, transformações e encontros.

 

A personagem pode evoluir ou permanecer a mesma, mas seja ela principal ou secundária, terá sempre uma função a desempenhar quer no cenário da acção, quer no âmbito da narrativa. Por exemplo, uma determinada personagem pode desempenhar um papel determinante na acção, seja enquanto sujeito que a leva a cabo, seja enquanto sujeito que a impede ou a favorece, mas em simultâneo, a mesma personagem pode ser narrador, incarnar um tema, um valor ou um determinado período. Em qualquer dos casos, a mesma personagem assume uma dupla função, uma ao nível da acção e outra no plano da narrativa.

 

Ao escrever o seu romance não se esqueça, portanto, da importância das suas personagens!

 

Boa escrita!

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elementos da escrita

Todas as histórias requerem um bom enredo. Identificar o tipo de história que prefere escrever é, em si, todo um enredo! De acordo com a escritora norte-americana, Amanda Patterson, existem quatro elementos dominantes nas histórias que escrevemos e lemos: o ar (mistério), a terra (cenário), a água (personalidade) e o fogo (acontecimento). A escolha de um destes elementos reflecte a sua paixão, e é precisamente sobre esse elemento que se deverá concentrar. Tal não implica que exclua totalmente os restantes elementos. Apenas quer dizer que encontrou a sua “voz” e escreve de acordo com as suas forças. Vejamos cada um destes elementos, primeiro passo para identificar qual o elemento que mais se adapta ao seu estilo de escrita.

 

 

Ar – Mistério

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O Ar questiona. Se o seu enredo gira em torno do questionamento – revelar informação, investigar, ir em busca de algo e procurar pistas – o mistério é o seu elemento mais importante. A sua história começa com uma pergunta e acaba com uma resposta. Todos os mistérios seguem o formato da procura, tal como em todas as histórias de aventura.

 

 

Identificou este elemento com a sua forma de escrever? Então, concentre-se em criar um personagem que tenha por missão procurar e encontrar quem está por trás do mistério, qual o seu modus operandi e as suas razões. Conte a história da perspectiva quer do protagonista, quer do antagonista.

 

 

Terra – Cenário

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A terra experiencia. Se o seu enredo gira em torno do mundo que criou, o cenário é o seu elemento mais importante. O seu personagem viaja num novo “mundo”, troca e escolhe ficar nesse “mundo” ou voltar para de onde veio. A sua história começa quando o seu personagem chega ao cenário que criou e acaba quando se vai embora (ou decide ficar). Algumas histórias de Ficção Científica e de Fantasia encaixam-se nesta categoria, assim como concorrem para este tipo de narrativa as viagens históricas e pioneiras.

 

Identificou este elemento com a sua forma de escrever? Então, concentre-se em criar um personagem que explora e descobre a sua criação. Conte a história do ponto de vista do protagonista.

 

 

Água – Personalidade

 

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A água sente. Se o seu enredo gira em torno da sua personagem que se transforma, a personalidade é o seu elemento mais importante. O papel do seu protagonista no enredo que criou vai mudando. A sua história começa com a infelicidade do personagem ou com a sua necessidade de transformação que o conduz à mudança, acabando quando ele aceita um novo papel ou permanece no mesmo. O protagonista pode acabar feliz ou infeliz, de acordo com o final que tiver criado.

 

Identificou este elemento com a sua forma de escrever? Então, concentre-se em adicionar os ingredientes que permitam ao leitor assistir à sua transformação. Conte a história do ponto de vista do personagem, fazendo uso da primeira ou da terceira pessoa do singular. Utilizar outros personagens como criadores de opinião sobre o protagonista ajuda a trazer mistério, textura e perspectiva à sua trama.

 

 

Fogo – Acontecimento

 

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O fogo age. Se o seu enredo gira em torno de algo que aconteceu e que fez com que o mundo se tornasse perigoso, por exemplo, o acontecimento é o seu elemento mais importante. A sua história começa quando se percebe um perigo iminente que se transforma numa batalha. A história acaba quando uma nova ordem é estabelecida, uma antiga é restaurada ou quando a anarquia vence. A trama é a busca dessa ordem. Todas as histórias de Ficção Científica e de Fantasia utilizam este tipo de “acontecimento” como premissa. Nelas o herói tem de encontrar algo ou alguém que possa salvar o mundo. Por vezes, o protagonista é o salvador.

 

Identificou este elemento com a sua forma de escrever? Evite incorrer no erro de utilizar um narrador, pois é a perspectiva do personagem que experiência a história que importa. É o protagonista que conduz o leitor através do que sabe e percebe (acção). O leitor apenas se identifica com a história, se existir identificação com o personagem.

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A estrutura da narrativa, a consciência e a personalidade humana têm sido, ao longo dos séculos, alvo de toda a nossa atenção. Quantos não dedicaram as suas vidas a pensar e a procurar explicá-las? O galardoado escritor escocês Ewan Morrison propõe uma nova abordagem à reflexão cultural, baseada no estudo dos ciclos. Segundo o próprio, esta abordagem permitiria antecipar as próximas tendências editoriais, assim como escrever o texto certo no momento certo, em função da corrente literária em voga.

 

Como defendeu na Feira do Livro de Frankfurt, este mês, as grandes ideias simbolizam um conteúdo intrinsecamente ligado ao nível mediático e universalmente partilhado. Na sua perspectiva, os livros, os filmes e a arte em geral são expressões dessas grandes ideias que se manifestam ciclicamente. Mas de que ideais estamos a falar? Quais serão estes temas que reiteradamente são expressos pelos artistas?

O livro em 7 temas

Ewan Morrison aponta sete grandes ideias, sete grandes temas recorrentes na tradição livresca. Este número altamente simbólico está fortemente ancorado na literatura. Nos anos 40 do século XX, a análise das componentes basilares do enredo dos contos populares russos realizada por Vladimir Propp identificava sete características de personagens no conto – o agressor, o doador, o auxiliar, a princesa ou o pai, o que manda, o herói e o anti-herói. Em 2004, o jornalista e autor britânico, Christopher Booker evidenciava no seu livro The Seven Basic Plots: Why we tell stories sete enredos originais: o confronto com o monstro, da miséria à riqueza, a descoberta, a viagem e o regresso, a comédia, a tragédia e a ressurreição. Segundo Morrison, estes exemplos mostram que a narrativa e a criação das personagens repousam em fundamentos antigos e universais. Vejamos então os sete temas propostos:

 

A verdade de ser

Morrison fala aqui de introspecção. O questionamento é o princípio fundador desta ideia, muito em voga nos anos 20 e 50, e simbolizada pela ficção realista americana da década de 70 do século passado.

 

A distopia

Uma distopia ou antiutopia remete para uma narrativa que descreve uma sociedade imaginária, organizada de tal maneira que impede a felicidade e/ou a liberdade. Fenómeno literário destes últimos anos, a distopia não é recente. Platão, Hobbes, Rousseau ou ainda Orwell teceram obras verdadeiramente incontornáveis abordando este tema.

 

O amor e a luxúria

Esta grande ideia dominante mos anos 60 do século XX, antes de ser banida durante aproximadamente quatro décadas, manifesta-se hoje claramente nos romances O Crepúsculo de Stephenie Meyer ou Cinquenta sombras de Grey de E. L. James.

 

Os heróis

Desde sempre poupulares, os heróis pululam na literatura, sendo este tema incarnado na perfeição nas ficções da Marvel e da sua eterna rival, a DC Comics.

 

O sobrenatural

Elemento-chave em numerosos filmes dos anos 70, o sobrenatural permanece hoje repleto de promessas para o futuro.

 

A nostalgia

Esta ideia, muito em voga no início deste século invadiu o nosso imaginário com um estilo retro, quer na música, quer na moda.

 

O mal

Os assassinos em série do final do século XX personificam este tema, seja nas páginas dos livros, seja nas telas dos cinemas, ou nas séries de televisão.

 

Fonte: Ewan Morrison  ̶  Publishing Perspectives

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Há quem diga que falar de emoções é meio caminho andado para as sentirmos. Será?

 

Se por exemplo um autor, falando da sua personagem, escrever: “ele estava triste”, eu, enquanto leitor, identificar-me-ei com a sua tristeza? Será que este autor terá criado as condições para o leitor sentir empatia para com a sua personagem?

 

Criar emoção no leitor by Monóculo

 

Nas palavras de Hemingway uma história consiste numa “sequência de movimentos e de factos”. Segundo o autor de O Velho e o Mar, uma sequência de acontecimentos correctamente encenados numa história permite criar um estímulo que, por seu lado, conduz o leitor a sentir a emoção que o autor procura suscitar. Ora aí está uma dica preciosa para provocar emoções em quem nos lê!

 

Voltando ao exemplo anterior, o facto de o autor nos dizer que a sua personagem está triste não provoca em nós empatia. Enquanto leitores precisamos de mais… Queremos nos envolver com as situações da história e experimentar o que as personagens estão a viver.

 

Uma sequência de acontecimentos cria na personagem determinadas emoções e é, precisamente, por essa via que o leitor se emociona. Para consegui-lo, o autor deve recorrer a todos os sentidos, elaborando assim descrições multidimensionais.

 

Ter apenas em conta o sentido da visão, por exemplo, cria quase sempre um efeito “liso”. Na fase da revisão do seu texto dedique uns minutos à reflexão sobre quais os sentidos que empregou. Assegure-se de que cada cena apresenta um detalhe proveniente de outro sentido que não seja apenas o da visão. Desta forma, o leitor poderá mergulhar na história e senti-la realmente.

 

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5 razões para ler
Existem inúmeras técnicas para melhorar a nossa escrita. Mas a leitura permanece a ferramenta essencial para qualquer autor. Quem escreve, dificilmente consegue dissociar esta actividade da leitura.

 

Ora vejamos:

 

Ler dá prazer! Remete para um momento de desprendimento durante o qual deixamos por instantes de ser quem somos para encarnar o protagonista que se revela página a página. Tímidos, valentes, bons ou maus; pouco importa, somos livres de nos sentirmos próximos de quem desejarmos. Quem, para além de nós mesmos, assiste?

 

Ler permite reforçar a nossa cultura ao mesmo tempo que nos mantém actualizados. Ora, tal pode ser útil, não só quando procuramos uma ideia para um novo livro, como também quando temos de tomar decisões em relação à nossa publicação — edição tradicional, edição independente? Publicar física ou digitalmente? Entre tantas mais perguntas. Nada como nos mantermos ao corrente do que se passa, portanto.

 

Ler enriquece-nos de palavras, frases, metáforas que, inconscientemente, nos ajudam a escrever os nossos próprios textos. A leitura reforça o nosso vocabulário através da descoberta de palavras, expressões e imagens que não temos por hábito utilizar.

 

Ler conduz ao armazenamento de ideias e exemplos que poderemos transformar, misturar e explorar nos nossos próprios escritos.

 

Ler regularmente faz com que nos demos conta dos nossos progressos. Quanto mais escrevermos, mais trabalharemos os nossos textos e mais nos aperceberemos que já não somos capazes de aceitar a mediocridade.

 

BOAS LEITURAS!!

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