Dica da semana Monóculo

 

Está com dificuldades em descrever as emoções e as sensações vividas pelas suas personagens quando se encontram num determinado espaço? Para aceder às palavras certas, mergulhe nas suas memórias. Procure em primeiro lugar um local onde se sentia sereno e em segurança. Tente lembrar-se das características desse local e tome nota.

 
 

Depois, proceda ao mesmo exercício, só que desta vez num local onde se sentiu particularmente desconfortável e tente encontrar as razões para esse mal-estar. Poderá repetir o exercício vezes sem conta para cada emoção que deseja descrever. Tal ajudá-lo-á a compreender como é que as características de um local podem influenciar as personagens.

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O local onde decorre a acção do seu texto revela ambientes múltiplos, consoante é apresentado de dia ou de noite, em Janeiro ou em Agosto.

 

Para se familiarizar com todas estas mudanças, e permitir-se dar conta das mesmas de forma realista, esteja atento ao tempo que passa!

 

 

Se o local da acção decorre perto de onde mora, prefira conhecê-lo de forma presencial. Visite o local diversas vezes e em momentos diferentes do dia e da noite.Permaneça o tempo suficiente para absorver a atmosfera e tomar nota do que acontece. Renove este exercício ao longo do tempo para se aperceber do impacto das estações, por exemplo.

 

Para lembrar-se de todos os elementos, tire também fotografias.

 

Boa escrita e até à próxima dica…

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bairro

 

Quando descrever um bairro lembre-se de se informar sobre o que aí aconteceu no passado.Alguma batalha terá aí sido travada, por exemplo? Quanto aos nomes das ruas, de quem ou do que é que falam?

Evocar o passado no qual decorre a acção pode ajudá-lo a descrever as emoções das suas personagens.

 

 

Boa escrita e até à próxima dica…

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Não tenha medo da palavra exercício. Em nada melindra o talento de um autor e pode ser muito eficaz quando a sua imaginação está mais em baixo.

Por exemplo, escolha o princípio de uma frase como: “Ele não podia evitar…” ou “Qual não foi a sua surpresa quando…”, ou ainda “Fazia tão escuro que…”.

A seguir, use um cronómetro ou o seu despertador para que toque dentro de 15 a 30 minutos. Concentre-se no princípio da frase e no que a mesma inspira em si. Tente descrever uma cena ou uma personagem a partir dessa frase. Repita o exercício quantas vezes precisar!

 

Boa escrita e até à próxima dica…

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Publicar uma obra implica competências simultaneamente variadas e específicas. Antes de chegar aos leitores, o livro inicia um verdadeiro percurso editorial. De acordo com as suas necessidades, o autor independente tem hoje à sua disposição um conjunto diversificado de profissionais que o podem ajudar a concretizar o seu projecto editorial. Vejamos os percursos possíveis e quem pode ajudar, realmente, a transformar o seu manuscrito num verdadeiro livro.

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Estivemos à conversa com Arthur Vasconcelos, organizador e promotor do livro BIODANZA: A nossa vida mudou enquanto dançávamos. Uma iniciativa editorial independente resultante de um esforço colectivo cujas páginas poderão, muito em breve, ser lidas e saboreadas por todos aqueles que apoiaram a sua concretização e demais leitores.

 

Arquitecto de profissão e praticante de Biodanza desde 2010, Arthur Vasconcelos explica-nos a razão de ser deste projecto editorial e a forma como está a ser realizado. Um exemplo de criatividade e de empenho colectivo no contexto da Edição Independente.

 

Roda de Fluidez, por Elsa David.

Roda de Fluidez, por Elsa David.

 

O projecto editorial BIODANZA – A nossa vida mudou enquanto dançávamos é uma iniciativa promovida pelo Arthur Vasconcelos e que conta já com o apoio de largas dezenas de biodanzantes em Portugal e no Mundo. Quer partilhar com os futuros leitores como lhe surgiu a ideia de publicar este livro?

 

Criada pelo sociólogo e antropólogo, Rolando Toro, a Biodanza ou Dança da Vida é um sistema de reintegração da pessoa na vida, através da música e da dança, num ambiente socializante de grupo. Apesar de ser praticada em todo o Mundo por pessoas que procuram uma melhor integração e evolução pessoais, pouco se tem escrito sobre este tema fundamental. A ideia do livro BIODANZA – A nossa vida mudou enquanto dançávamos surge neste contexto, como uma forma de divulgar o sistema.

 

 

Trata-se de um livro colectivo que reúne várias vozes, quer-nos falar um pouco delas?

 

O livro conta, de facto, com o contributo de um conjunto de pessoas ligadas à Biodanza. Reúne quatro importantes Professores Didactas, certificados pela International Biocentric Foundation (organismo mundial que rege a Biodanza), António Sarpe, Elsa David, Nuno Pinto e Ana Maria Silva, mas também, o testemunho, na primeira pessoa, de oito praticantes que partilham com o leitor a forma como as suas vidas evoluíram graças à prática regular da Biodanza. Esta junção entre a teoria e a prática pareceu-me fundamental para uma melhor compreensão deste sistema. Atendendo ao carácter socializante da Biodanza, tornou-se evidente que o livro deveria resultar também de um esforço grupal.

 

 

A realização deste livro tem associada uma campanha de crowdfunding. Quer explicar como surgiu a iniciativa e em que pé se encontra?

 

O crowdfunding é uma forma contemporânea de juntar, em apoio a um projecto, pessoas que acreditam no seu interesse e que ajudam a obter os fundos necessários para a sua concretização, através de um sistema de doações. Neste caso, trata-se de editar e produzir o livro BIODANZA – A nossa vida mudou enquanto dançávamos. O interesse nesta campanha tem sido constante e já angariámos mais de 50% do valor necessário. Todas as contribuições são mantidas pela plataforma online de crowdfunding até ao final da campanha, no dia 2 de Maio. Se conseguirmos atingir o valor necessário, o mesmo é entregue aos promotores da iniciativa. Caso contrário, as doações são devolvidas aos apoiantes.

 

 

No crowdfunding, os apoiantes costumam receber contrapartidas ao apoio que dão. O que é que os apoiantes do livro BIODANZA – A nossa vida mudou enquanto dançávamos recebem em troca, para além, como é óbvio, do simples facto de participarem numa iniciativa de valor cultural?

 

Tratando-se de uma campanha que visa a publicação efectiva do livro, os apoiantes recebem um ou mais exemplares da obra. Outra das recompensas − que faz todo o sentido tendo em conta o carácter de divulgação desta prática − consiste na possibilidade de os apoiantes participarem gratuitamente numa aula de Biodanza. Existem outras recompensas, tão variadas como o grau de apoio dado, pelo que o melhor é mesmo visitarem a página da campanha em http://ppl.com.pt/pt/prj/biodanza.

 

 

 

 

 

 

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city-as-body

 

Comparar uma cidade ao corpo é um grande clássico da literatura. Quantas vezes não lemos a expressão “no coração da cidade”? Pois bem, agora é a sua vez de aplicar esta metáfora ao local que quer descrever. Se a cidade, aldeia ou bairro que pretende descrever fosse o corpo humano, onde se encontraria o coração? E a cabeça?

 

Se quiser, pode até ir mais longe neste exercício, reconstruindo um corpo inteiro como metáfora da sua cidade. Para tal, precisa apenas de encontrar cada um dos seus membros e órgãos. Localize a água sobre todas as suas formas (mar, rio, riacho, canal, fonte, etc.). Identifique onde se encontram os centros dos poderes económico, político, religioso, cultural…

 

Adquira o mapa da cidade em questão ou vá ao Google Earth e a partir de todos os elementos encontrados constitua um corpo humano que utilizará depois para enriquecer as descrições dos locais correspondentes.

Boa escrita e até à próxima dica…

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