Neste próximo sábado, dia 30, irá decorrer na Livraria Barata, em Lisboa, pelas 18 horas, a sessão de apresentação do livro Ousar ser Feliz: Dá trabalho mas compensa, mais uma obra realizada pela Monóculo, numa lógica de Edição Independente.

 

Juntar-se-ão à autora, Rossana Appolloni, Elsa David e a actriz Suzana Borges.

 

convite by Monóculo

Para mais informações sobre a obra e a sua autora, clique aqui.

 

Fotografia & Convite: Monóculo

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Cada início de capítulo do seu romance deverá chamar a atenção do leitor para criar nele a vontade de continuar a ler.

 

Antes de dar início a um novo capítulo, pergunte a si próprio:

 

– Onde estão as minhas personagens? Onde é que as deixei e o que estão a fazer agora?
– Qual é a informação mais importante que vou revelar neste capítulo?

 

Se tem por hábito estabelecer um plano quando escreve um romance, as respostas a estas perguntas ajudá-lo-ão a determinar o conteúdo de cada capítulo.

Espelhos

Como iniciar, então, os capítulos do seu romance?

 

São diversas as formas de começar um capítulo. Apresentamos-lhe aqui as três mais comuns:

 

Basear-se na acção

 

Num capítulo, quanto mais lançada estivar a acção, mais o leitor se verá envolvido na trama. Mas, atenção, não perca tempo a explicar detalhadamente a acção, pois o que interessa é mostrá-la. Lembre-se de que os elementos chave de uma cena de acção são o tempo e o movimento.Para impulsionar o movimento, o melhor será entrar directamente na acção sem explicações prévias sobre as motivações das personagens. Tal estratégia capta imediatamente a atenção, e consequente interesse, do leitor.

 

Como ser bem-sucedido neste tipo de início de capítulo?

– Vá directo ao assunto.

– Para cativar o leitor, não hesite em surpreendê-lo.

– Assegure-se de que a acção corresponde efectivamente à personalidade da personagem que a leva a cabo.

– Primeiro escreva a acção, depois a reflexão. Explique as motivações da personagem para ter agido de tal maneira depois da acção.

 

Basear-se na narrativa

 

Muitos são os autores que começam os capítulos dos seus romances por um resumo narrativo que detalha o histórico, quer do lugar, quer da personagem. Apesar de ser uma boa estratégia, há que usá-la com parcimónia. O resumo narrativo está para o livro como a voz off está para o filme: uma distracção e uma interrupção.  Enquanto autor, o seu objectivo principal num início de capítulo é o de manter a atenção do leitor.

 

Como ser bem-sucedido neste tipo de início de capítulo?

– Antes de lançar a acção, ofereça ao leitor a quantidade suficiente de elementos.
– Revele o pensamento ou as intenções da personagem que não podem ser mostrados pela acção.

 

Basear-se no cenário

 

No seu romance, os cenários têm uma incidência importante nas personagens e na história? Porque não optar por descrevê-los no início do capítulo? Esta metodologia é muitas vezes empregue em romances cuja trama se desenrola num contexto atípico ou desconhecido.

 

– Chame a atenção do leitor com detalhes visuais específicos.
– Utilize a descrição dos cenários para dar o tom da cena.
– Descreva os cenários para dar informações sobre o estado de espírito da personagem.

 

 

Artigo baseado em: Jordan E. Rosenfeld (2011), 10 ways to launch strong scenes.

 

 

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Decorreu este sábado, no Teatro A Barraca, a sessão de apresentação do livro de estreia de Rossana Appolloni, “Ousar ser Feliz: Dá trabalho mas Compensa”.

Lançamento Ousar ser Feliz

Com ilustrações de Sílvia Neto Gonçalves, esta obra, apresentada por Elsa David, resulta de uma colectânea de textos independentes escritos por Rossana Appolloni, em jeito de dicas, para o semanário O Mundo Positivo.

 

Ao longo de mais de 100 páginas, a autora aborda, de forma despretensiosa e divertida, assuntos profundos sobre a nossa própria existência. Mais do que um manual para a felicidade, uma verdadeira partilha de experiências e caminhos que dá que pensar…

 

A propósito da realização desta edição independente, estivemos à conversa com Rossana Appollloni, numa entrevista em que explica as razões que a levaram a “ousar”  publicar esta obra, uma iniciativa que deu “trabalho”, mas “compensou”!

Para aceder à entrevista, clique aqui.

 

Para mais informações sobre a autora e a obra, clique aqui.

 

Para contactar a autora, aceda ao seu site, clicando aqui.

 

 

 

 

 

 

 

 

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Todos conhecem a madalena de Proust, aquele pequeno bolo que submerge o narrador de Em Busca do Tempo Perdido em memórias do passado. A analepse utilizada por Proust no último volume, O Tempo Reencontrado, publicado depois da sua morte, teve tanto impacto que é hoje comum a referência à “madalena de Proust” para designar algo que nos faz reviver o passado por breves instantes.madeleines

Um jornalista da revista norte-americana Slate, fazendo a experiência da mais famosa cena de Combray, detectou uma incongruência: não caíam migalhas, como o narrador tão deliciosamente descrevia! Após inúmeras pesquisas e uma análise dos manuscritos originais e dos esboços do autor, o jornalista encontrou a pérola! Afinal, Proust teria andado indeciso quanto à iguaria que faria o narrador permanecer em suspenso na memória. De acordo com a pesquisa, as eleitas teriam sido, primeiramente, uma fatia de pão torrada e, depois, uma tosta. A madalena, mais feminina e nobre, ganhou, no entanto, a partida, ficando para sempre inscrita na história da literatura e não só!

 

Fonte: Lire, Hors-Série, n.º 16.

Crédito foto : www.frenchetc.org

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Bem sabemos que o tempo está mais para castanhas e água-pé. Mas, na verdade, o Natal está a chegar a passos gigantes, e para poder presentear quem deseja com uma prenda monocular, não pode deixar para amanhã o que pode fazer já hoje.

 

Sugestões de Natal da Monóculo

 

Faltam exactamente 8 semanas para esse dia tão especial de partilha e boa-disposição. Por essa razão, decidimos dar-lhe a conhecer, desde já, as nossas sugestões editoriais para um Natal 2013 inesquecível!

Já as viu?

Está com dificuldades em escolher a que mais se adequa à(s) pessoa(s) em que está a pensar?

Contacte-nos directamente, talvez o(a) possamos ajudar…

 

 

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A sua decisão já está tomada! Vai mesmo contar a história
da sua vida e escrever a sua própria biografia. As razões que conduziram à iniciativa já não importam. O que importa de agora em diante, isso sim, é ter consciência de que para realizar a sua autobiografia precisa de produzir uma narrativa. Ora, esta última deverá no mínimo ser coerente, compreensível, legível e a mais completa possível. Para esse efeito existem duas regras de ouro que não deve ignorar!

 

1.ª Regra de Ouro: Respeitar a progressão cronológica

 

Enquanto estilo literário, a biografia é uma narrativa cronológica. Por outras palavras,
a sua história é contextualizada no tempo e depende dele. O seu ponto de partida é,
por essa razão, o passado, e a sua meta o presente. Respeitar este carácter progressivo
é fundamental. Os factos deverão sempre ser explorados de acordo com a ordem dos acontecimentos. A sua autobiografia deve começar com as suas memórias mais antigas
e acabar com as mais recentes.

 

2.ª Regra de Ouro: Estruturar a narrativa

 

Independentemente dos destinatários e mesmo se a sua biografia se destina a presentear
a família ou os amigos mais próximos, ela deve apresentar e conter um mínimo de organização. Realizar uma biografia não significa, de todo, contentar-se em somar memórias, factos, datas e eventos. Tal resultaria num rol sem fim de palavras e frases tratadas ao mesmo nível, fazendo com que os dados mais importantes e os dados mais insignificantes se fundissem numa mesma massa indissociável. A sua biografia não teria então qualquer relevo, revelando-se algo de extraordinariamente enfadonho para o leitor
que certamente nem chegaria a um quarto da narrativa, colocando a obra da sua vida numa prateleira do esquecimento. Não se esqueça, portanto, de respeitar o leitor, fazendo com que a sua narrativa assuma pelo menos na forma um percurso agradável. Para o efeito é necessário gerir as eventuais pausas que o leitor possa fazer, permitindo que interrompa
a leitura a qualquer altura e que lhe seja fácil voltar ao ponto em que parou ou que encontre facilmente uma data, uma memória ou um evento específico sem ser obrigado a retomar o conjunto página a página.

Com excepção de alguns estilos como confissões ou cartas, toda e qualquer narrativa (independentemente da sua natureza: ensaio, romance, etc.) é repartida em dois ou mais capítulos referentes a um tema específico. A autobiografia não escapa a esta regra, devendo também ser dividida em “blocos” equivalentes a um determinado período da vida. Mais uma vez, a biografia deve ser considerada como uma narrativa e estruturada como tal. Não irá contar a sua vida hora a hora, nem ano a ano, mas sim por etapas de vida (períodos ou conjunto de anos: infância, adolescência, etc.). Trata-se, portanto, de organizar os conteúdos por etapas de vida, ou seja, estabelecer o plano da obra que, por seu lado, poderá ser arbitrário ou personalizado.

 

Se precisar de ajuda para escrever a sua biografia ou estruturá-la, contacte-nos directamente.

 

Se deseja publicar a sua história de vida, mas não é sua intenção escrevê-la, veja como a Monóculo pode ajudar a realizar o seu sonho, clicando aqui.

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Autores independentes, amigos e clientes da Monóculo, aqui seguem cinco razões para não abandonarem os vossos projectos editoriais. Razões?! Pelo menos cinco exemplos de autores que não desistiram, apesar das recusas. Cinco autores que os leitores não teriam conhecido. Cinco livros que nunca teriam visto a luz do dia se não fosse pela persistência dos seus autores — condição, como sabem, imprescindível na edição independente.

 

 

Harry Potter e a Pedra Filosofal, de J. K. Rowlings

Recusado 12 vezes

O conjunto da série já vai em mais de 450 milhões de exemplares vendidos em todo o Mundo — por enquanto. Sem falar das versões cinematográficas que foram um gigantesco sucesso.

 

 

Crepúsculo, de Stephenie Meyer

Recusado 14 vezes

100 milhões de exemplares vendidos. Moda? Talvez, mas à décima quinta vez, acertou em cheio junto dos leitores, e não só.

 

 

 

Duna, de Franck Herbert

Recusado 19 vezes

Considerado por muitos como o melhor romance de ficção científica de sempre, sendo reconhecido o seu valor mal atingiu os escaparates das livrarias, em 1965, esta obra equivale a uma das maiores vendas de toda a história deste género literário.

 

O Deus das Moscas, de William Golding

Recusado 20 vezes

Este romance ao qual nenhum leitor pode ficar indiferente vendeu, desde a sua publicação, mais de 7 milhões de exemplares. William Golding, o seu autor, apenas viria a ser galardoado com o prémio Nobel da Literatura, em 1983!

 

E tudo o vento levou, de Margaret Mitchell

Recusado 38 vezes

Quem diria que este livro que deu aso a um dos maiores sucessos na história do cinema teria sido tantas vezes recusado. Com mais de 30 milhões de exemplares vendidos desde a sua publicação, detentor do prémio Pulitzer em 1937, é de estranhar a sua ausência em português nas nossas livrarias.

 

Fonte: www.newpublisherhouse.com
 
 

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