Percy WyndhamLewis/ Portraits Webif

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O poeta norte-americano T. S. Elliot foi galardoado com o Prémio Nobel da Literatura em 1948 pelos seus “feitos incríveis enquanto pioneiro da poesia moderna”. Aqui segue a sua visão de uma poesia de qualidade.

 

O melhor da poesia é impessoal. Pouco importam os sentimentos e a biografia do poeta que, por seu lado, deve apenas encontrar a imagem e as palavras exactas para exprimir uma emoção. Desta forma, o leitor é directamente tocado pela emoção e o poeta desaparece atrás da sua obra.

 

Os poemas têm sentido apenas se dialogam com a tradição. “Nenhum poeta, nenhum artista, em qualquer arte que seja, tem o seu sentido completo por si próprio. Compreendê-lo, estimá-lo, é estimar as suas relações com os poetas e os artistas do passado. Não podemos julgá-lo só; é preciso colocá-lo, para opô-lo ou compará-lo, no meio dos mortos”, escreveu o poeta em A tradição e o talento individual.

 

A maturidade é absolutamente necessária para toda a literatura. Esqueçam o desenvolvimento de um estilo pessoal egoísta: os bons poetas devem encontrar um “estilo comum”, símbolo da grande poesia. Os extremos e a pequenez de espírito devem ser banidos.

 

A boa poesia não pode ser produzida com o objectivo político de ultrapassar uma forma existente. É apenas preciso encontrar a sua própria maneira de dizer as coisas.

 

O bom poeta não deve escrever demasiado: isso impede de se concentrar e de limar a sua poesia.

 

O prémio T. S. Elliot recompensa o que de melhor se escreve em Poesia. Em 2014, o prémio foi atribuído ao poeta inglês David Harsent.

 
Fontes: The Telegraph, The Paris Review.

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