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Escrito na Cal

José A. Movilha

No Alentejo dos anos 30 do século XX desse Portugal amordaçado pela ditadura, pela fome e pela doença, onde a ignorância impera e parece ser preciosamente mantida pelos que detêm o poder, duas gerações partilham o mesmo sonho de liberdade e igualdade.

Neste seu romance de estreia, José A. Movilha retrata através de perso-nagens ricas em cor e emoção, a vida árdua nos campos lusos do Estado Novo, os hábitos e costumes de gente trabalhadora que luta diariamente, e de sol a sol, pela sobrevivência, enquanto na vizinha Espanha se trava uma Guerra Civil sanguinária em vésperas da Segunda Guerra Mundial.

Partindo de eventos verídicos e personalidades da época, o autor convida-nos, em cada virar de página, a sentir e viver as dicotomias vigentes na sociedade portuguesa da altura para que, como inscrita na cal, perdure a memória dos que lutaram por um país melhor para as gerações vindouras.

"Porém, eles não sabiam, no culto da sua maldade, que as sementes da esperança já germinavam, e que já se espalhavam nos campos a legenda: ‘Um homem só, é uma semente aprisionada sem medro de se erguer aos palmos do céu, muitas sementes são a força que brada contra o vento e se erguem sem detença num só sentido’. Havia de vir um dia que todos percebessem essas sementes…

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