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(…) Dos anais, para a posteridade, ficaria a constar que o Condestável D. Nun’Álvares Pereira teria sido o mais espantoso guerreiro e místico que a última metade do século XIV e as primeiras décadas de XV conheceram na Europa e, um marco como comandante, homem e religioso de toda a Idade Média. D. Nuno Álvares Pereira foi o único herói individual da Crónica de D. João I, escrita já após da sua morte pelo mesmo notável cronista Fernão Lopes, que ainda com ele privou. Outro ideal deste seu ciclo de vida foi a “Demanda do Santo Graal”, narração tão querida para Nun’Álvares desde a adolescência. O almejo da suprema recompensa para um cavaleiro do ideário e senda de Galaaz. Cavaleiro eleito por Deus, de alma inteiramente pura para os caminhos da descoberta. Neste sentido, foi ainda, um dos protótipos do tipo de cavaleiro medieval português, perfeito e puro, surgindo a sua figura de Condestável, como protector ímpar do Reino. O facto de nunca ter perdido uma batalha em que participou e liderou, a maioria das quais em inferioridade numérica, deu-lhe uma aura quase mitológica e lendária e a sua figura acabaria por influenciar e servir de inspiração a muitos personagens de romances de cavalaria portugueses dos séculos seguintes, como sendo o modelo do mais perfeito dos cavaleiros. (…)

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